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“Não estou a recomeçar do zero. Estou a regressar a Mim”

Esqueça as flores e os discursos politicamente corretos. No Dia Internacional da Mulher, Sandra Cristina Ferreira vem virar a mesa. Fundadora do Épicas Hub e Mentora do EWR360 – Epic Woman Restart 360 (28 de março), fala à Business Voice sem filtros sobre ambição feminina, poder, liderança e a urgência de ocupar espaço — sem pedir licença. Nesta entrevista, não há lugar para versões encolhidas: há visão, confronto positivo e um convite direto à ação para mulheres que decidiram ser protagonistas da própria história.

O Dia Internacional da Mulher fala de conquistas, mas também de reinícios. Se tivesse de escolher uma crença limitadora sobre a mulher que o EWR360 – Epic Woman Restart 360 quer definitivamente “desinstalar”, qual seria — e porquê?
A crença que queremos desinstalar é simples e profundamente enraizada: “a minha melhor fase já passou”. Esta ideia instala-se de forma silenciosa, sobretudo depois dos 40 e 50 anos. A sociedade glorifica a juventude, o mercado valoriza a novidade e muitas mulheres começam a encolher os seus sonhos quase sem perceber. O EWR360 nasce para romper com essa narrativa. A maturidade não é declínio, é capital acumulado. É experiência, consciência, visão estratégica e capacidade de decisão. Quando uma mulher acredita que já passou o seu auge, deixa de investir em si, deixa de ousar e começa apenas a manter o que existe. Nós queremos que ela volte a liderar a própria vida com autoridade, clareza e propósito, assumindo que o melhor pode estar exatamente agora.

O EWR360 irá realizar-se a 28 de março e cruza ciência, longevidade e saúde feminina com propósito. Em que momento percebeu que cuidar do corpo sem cuidar da identidade já não era suficiente para a mulher contemporânea?
Percebi isso quando, aparentemente, tinha tudo alinhado por fora e sentia um vazio por dentro. Alimentação equilibrada, resultados profissionais, rotina organizada, objetivos cumpridos. Mas identidade fragmentada. A mulher contemporânea já sabe que precisa de cuidar da saúde física. O problema é que muitas vezes fá-lo para continuar a aguentar, não para viver melhor. Cuidar do corpo sem rever crenças, limites, relações e propósito é apenas manutenção. É prolongar um modelo que talvez já não represente quem ela é. O EWR360 integra ciência e identidade porque a longevidade sem sentido é apenas mais tempo. A verdadeira vitalidade surge quando corpo, mente e visão de vida caminham juntos.

Muitas mulheres vivem em modo de alta performance constante. Na sua visão, qual é a diferença entre aguentar, sobreviver e viver de forma épica — e como este evento ajuda a fazer essa transição?
Aguentar é funcionar no piloto automático. Cumprir obrigações, responder a todos, nunca falhar, mesmo quando já não há energia.
Sobreviver é reduzir-se ao mínimo necessário para não colapsar. É viver cansada, desconectada, mas continuar porque parar parece perigoso.
Viver de forma épica é diferente. É escolher com consciência. É alinhar energia com propósito. É parar de provar valor e começar a assumir valor. É viver com intenção, não apenas com responsabilidade.
O EWR360 cria um espaço de pausa estratégica. Um dia inteiro onde a mulher não é mãe, profissional ou cuidadora. É protagonista. Através da ciência, da reflexão e da partilha, ela ganha clareza para sair do modo reativo e entrar no modo intencional. A transição começa na consciência e continua nas decisões que toma a seguir.

A ciência avança, mas a intuição feminina continua a ser uma bússola poderosa. Como acredita que as mulheres podem integrar conhecimento científico e sabedoria interior para tomar decisões mais ousadas e alinhadas com a sua verdadeira vida?
Não se trata de escolher entre razão ou intuição. Trata-se de integração. A ciência oferece dados, protocolos e evidência. A intuição oferece direção, timing e verdade interna. Quando a mulher aprende sobre hormonas, longevidade e saúde metabólica, ganha informação sólida. Quando escuta o que sente ao aplicar essa informação, ganha discernimento. Decisões ousadas não são impulsivas, são alinhadas. São decisões sustentadas por conhecimento e validadas por coerência interna. O EWR360 promove exatamente esta união: conhecimento validado e espaço para escuta interior. Quando mente e intuição dialogam, a mulher torna-se estratega consciente da própria vida.

O nome Epic Woman Restart 360 sugere um ponto de viragem total. O que significa, para si, um “restart” consciente — e porque é que tantas mulheres têm medo de carregar nesse botão?
Um restart consciente não é fugir nem destruir o que existe. É assumir responsabilidade. É reconhecer que o modelo atual já não serve e escolher outro com lucidez. Muitas mulheres têm medo porque o reinício implica deixar versões antigas de si próprias. Implica dizer não, redefinir limites, talvez desapontar expectativas externas. O medo não é apenas do novo, é do julgamento e da incerteza. Um restart 360 significa olhar para todas as áreas da vida e perguntar: isto ainda me representa? Se a resposta for não, começa a reconstrução. Com estratégia, com maturidade e com intenção clara.

Se uma mulher sair do EWR360 – Epic Woman Restart 360 no dia 28 de março transformada, qual é a frase, atitude ou nova verdade interna que gostaria que ela levasse consigo — e que a acompanhasse muito para lá do evento?
Gostaria que saísse com esta verdade interna: “Não estou a recomeçar do zero. Estou a regressar a mim.”
Que leve a coragem de decidir com base no que sente e sabe. Que pare de pedir permissão para existir em plenitude. Que compreenda que longevidade não é apenas viver mais anos, é viver com intensidade, consciência e coerência. Se sair com clareza, responsabilidade e compromisso consigo própria, o evento não termina a 28 de março. Torna-se um ponto de viragem real e sustentado.

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